CEO Conference reforça o papel estratégico do Brasil na economia verde

Palestrantes discutiram sobre o cenário atual da bioenergia, economia circular e inovação

A sustentabilidade tem se consolidado como um dos principais motores de transformação para a economia global. E esse foi justamente o ponto de convergência das discussões durante a 3ª edição da CEO Conference, promovida pela AHK Paraná em setembro. Mais do que um evento corporativo, o encontro serviu como um espaço de reflexão sobre o protagonismo brasileiro em temas como bioenergia, economia circular, mobilidade limpa e inovação com impacto socioambiental.

Hoje, o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo: cerca de 87% da geração elétrica vem de fontes renováveis, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Essa vantagem competitiva foi destacada como peça-chave na transição para uma economia de baixo carbono, que precisa ser não só tecnológica, mas também socialmente acessível.

Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, defendeu soluções que combinem inovação e realidade local, como o carro híbrido flex movido a etanol. “Temos que apostar em tecnologias viáveis. O etanol é uma solução real de sustentabilidade, e temos que valorizá-la ainda mais”, comentou.

Já Gastón Diaz Perez, presidente da Bosch América Latina, reforçou a necessidade de equilibrar sustentabilidade e inclusão. “Não adianta oferecer apenas carros elétricos se a maioria da população não puder pagar. Precisamos de soluções amplas, escaláveis e acessíveis”, alertou.

Outro ponto alto das discussões foi o destaque à economia circular e ao potencial brasileiro em combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). Bárbara Konner, vice-presidente executiva da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, lembrou que o país reúne uma combinação única de biodiversidade, biomassa e expertise em bioenergia. “O Brasil tem o que o mundo precisa. Nosso desafio é transformar isso em valor agregado”, afirmou.

Para o economista Marcos Troyjo a energia, água e alimentos voltaram ao centro das dinâmicas globais de poder. Segundo ele, o Brasil tem uma oportunidade única de transformar seus recursos naturais em liderança sustentável, combinando produtividade, inovação e responsabilidade ambiental.

O debate reforça uma mensagem clara: sustentabilidade e competitividade não são caminhos opostos. Pelo contrário, caminham juntas. E o Brasil, com sua vocação natural para a bioeconomia e com um ecossistema empresarial cada vez mais comprometido com o futuro, pode e deve ser protagonista na nova economia verde.


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