AHK Paraná impulsiona práticas sustentáveis e conexões no ESG Erfahrung

Primeira edição reuniu especialistas e empresas para compartilhar experiências sobre ações ambientais, sociais e de governança

A AHK Paraná realizou, no dia 12 de novembro, a primeira edição do ESG Erfahrung, um encontro criado pelo Comitê Mentes ESG para promover uma troca aberta e periódica de experiências entre empresas nacionais e multinacionais, e também para toda a cadeia de valor. O Comitê, que anteriormente era chamado de GIEMA, recebeu uma nova denominação em sintonia com a sua reformulação. O evento, sediado no Sinpacel em Curitiba, reuniu profissionais de diferentes setores para discutir caminhos reais e possíveis no avanço das ações ambientais, sociais e de governança, transformando o encontro em um marco institucional que se tornará recorrente na Câmara.

Segundo Augusto Michels, gerente regional da AHK Paraná, o propósito da iniciativa foi lançar a marca ESG Erfahrung como um evento âncora da Câmara Alemã. A proposta, explicou ele, é criar um espaço permanente de aprendizado sobre sustentabilidade. “O objetivo é permitir que empresas, associadas ou não associadas, compartilhem suas melhores práticas ligadas ao ESG”, contou. Com isso, a AHK Paraná busca estimular tanto o amadurecimento das práticas sustentáveis quanto a profissionalização da gestão baseada em ética, transparência e compromisso social.

A participação das empresas teve papel central no encontro. As práticas apresentadas revelaram uma forte convergência, especialmente entre organizações que já possuem atuação consistente em projetos sociais e investem na profissionalização da gestão. “É importante permitir que as empresas compartilhem essas práticas para que outras se inspirem e sigam pelo mesmo rumo”, observou Augusto.

A primeira edição contou com três especialistas convidados que palestraram conectando conceitos, desafios e realidade empresarial. Marcelo Schimid, engenheiro florestal e advogado que lidera a área de mercado de base florestal no Grupo Index, destacou que o maior desafio ainda está no acesso a informações qualificadas sobre os princípios ESG. “Existe ainda muita desinformação. As grandes empresas já têm equipes, mas a maioria do mercado ainda não”, compara.

Para ele, o primeiro passo é interno e parte de uma avaliação sobre a realidade das organizações para aplicar os princípios ESG. “As empresas precisam olhar para dentro, entender o que o ESG significa e como pode ajudar o seu cotidiano. O ESG de uma grande empresa não é o mesmo de uma média ou pequena”, citou. Por isso, Marcelo reafirmou a importância do entendimento antes da ação. “O conhecimento é fundamental para não começar na direção errada. Antes de adotar qualquer ação, é preciso entender muito bem os conceitos e fazer um plano de ação”, indicou.

Além de Marcelo, compartilharam as suas experiências os palestrantes Luiz Varzinczak, responsável pela estratégia de ESG da ScanSource no Brasil, e Roberto Costa de Oliveira, CEO da Exal, empresa que definiu o ESG como um dos principais pilares estratégicos de expansão e competitividade.

A conselheira honorária da AHK Paraná, Cris Baluta, que integra a organização do ESG Erfahrung, ressaltou a pertinência do debate frente ao cenário global e diretivas da União Europeia voltadas para as questões ESG. “A Câmara Alemã tem como vocação trazer esclarecimento para os executivos e isso é essencial para as empresas multinacionais”, afirmou. Segundo ela, a primeira edição representou exatamente o que o Comitê Mentes ESG se propõe a entregar: troca genuína de experiências entre empresas.

Ao comentar sobre o impacto para os participantes, Cris mencionou que o evento enfatiza a importância da transparência na implantação do ESG, algo que traz um ganho reputacional significativo para as empresas. Ela também contextualizou o encontro diante de um momento sensível para o Brasil e, especialmente, para o Paraná. “Estamos no período da COP 30 e, ao mesmo tempo, enfrentamos as consequências das mudanças climáticas, como a tragédia em Rio Bonito do Iguaçu. Isso prova que as mudanças climáticas existem e que precisamos nos preparar de forma mais consciente e preventiva”, referiu.

Entre os participantes estava Luciano Ávila, diretor da Harbauer do Brasil, que destacou que o debate não poderia ser mais oportuno. “O tema é extremamente pertinente, especialmente com a realização da COP 30. A Câmara trouxe o conceito de experiência sob medida.” Ele ressaltou ainda que a temática vai ao encontro da atuação da Harbauer, empresa dedicada ao tratamento de água ultrapura e à descontaminação de solos e águas subterrâneas. “É muito importante que a AHK continue promovendo esses temas. Já faz mais de um ano que trabalhamos com a vertente ESG, e a AHK tem a missão de difundir esses pilares”, lembrou, celebrando o compromisso institucional da Câmara em promover um processo de tradução à comunidade associada e de fortalecimento das cadeias de valor.


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