Comitê Diversidade & Inclusão da AHK Paraná inspira empresas a se transformarem


Queremos desmistificar a inclusão e colocá-la na realidade das companhias”, afirma uma das coordenadoras, Claudia Celli Cadenas

Aumentar a pluralidade em cargos de liderança e incluir pessoas com deficiência (PCDs) no quadro de colaboradores seguem sendo uma das principais dificuldades da gestão de pessoas em muitas empresas. Por isso, a AHK Paraná conta, desde 2024, com um comitê focado na busca por soluções, o Comitê Diversidade & Inclusão, que realiza uma intensa troca de experiências entre organizações associadas.

Claudia Celli Cadenas, fundadora e CEO da Via Humana Consultoria, é uma empresária do segmento de Recursos Humanos que coordena o Comitê, em conjunto com Carla Grolla, recursos humanos da Schwan Cosmetics, Melina Fachin, da Fachin Advogados Associados, e Augusto Michells, gerente regional da AHK Paraná.  Juntos desde a criação da iniciativa, eles definem as pautas a serem discutidas conforme a identificação das dores dos associados. “Temos como meta inspirar e conscientizar por meio de discussões e apresentações de cases reais, além do compartilhamento de experiências de pessoas que vivenciam a inclusão. A cada encontro, trocamos práticas e conhecemos novos programas que estimulam outras organizações a agir”, diz.

A ideia do grupo é clara: trabalhar com a perspectiva de diversidade, a partir da pluralidade de identidades e características (gênero, raça, idade, deficiência, orientação sexual, neurodiversidade etc.) e inclusão, ou seja, como as pessoas são tratadas, respeitadas e inseridas com igualdade de oportunidades.

“Temos vários desafios de inclusão dos cadeirantes e neurodivergentes atualmente, embora se fale muito sobre o assunto. Por isso, é fundamental ações de base de quem se identifica com o tema”, detalha Claudia.

Um exemplo de assuntos discutidos no comitê é a implementação da NR-1 e a aplicação da lei de cotas para PCDs, além da atual dificuldade de adesão. “O governo exige que, conforme o número de colaboradores, a empresa tenha um certo número de funcionários portadores de deficiência. Se por um lado a iniciativa é ótima para esses profissionais capazes e cada vez mais presentes no mercado de trabalho, por outro, existem desafios a serem superados por parte da adaptabilidade das empresas, como infraestrutura insuficiente, resistência cultural, adesão limitada e desigualdades. Queremos desmistificar a inclusão e colocá-la na realidade das companhias”, relata a CEO.

Entre os recentes convidados do comitê está um juiz cego, que contou como construiu sua carreira, vivenciou experiências e superou os empecilhos. Empresas como Bosch e SIG  apresentaram cases e programas voltados para a área, a fim de motivar e mostrar que é possível. “Esses exemplos incentivam os associados a se adequarem para receber bem esses profissionais. Afinal, as empresas precisam estar adaptadas às pessoas, dos estacionamentos aos banheiros. Acreditamos que, assim, promovemos uma mudança de cultura. É claro que não são temas fáceis e mobilizar o público é delicado, mas não temos como retroceder”, enfatiza Claudia.

O Comitê Diversidade & Inclusão da AHK Paraná está evoluindo passo a passo em um trabalho conjunto, mas o intuito é transformá-lo cada vez mais em um mapa de ideias para empresas que também precisam se transformar com diversidade e inclusão.


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